 |
Por que não uma valsa? Sim, a melodia suave e
capaz de abrigar em si os mais belos sentimentos, é
o que podemos dizer quando nos referimos à poesia de
Fernanda Guimarães. Seus versos nos fazem um convite
irrecusável ao palco das palavras, que expressam, de
maneira ímpar, a musicalidade da alma; enlaçando-nos
a um espetáculo de sons e imagens, perfumando os
olhos de quem a lê. |
|
E é do cálice onde a
poetisa verte suas emoções que degustamos da mais
refinada arte lírica. Fernanda traduz de maneira
fascinante a linguagem que pulsa do coração, e
através de suas metáforas cria cenários necessários
para o respirar de suas saudades, ora sufocadas
pelos silêncios que florescem ao seu redor.
O amor incondicional, figura presente em sua poesia,
navega insone em águas de entregas, muitas vezes
tendo por bússola a dor, soprando à poeta versos
que, por instantes, adormecem seus sonhos,
afastando-a do porto no qual insiste em ancorar os
beijos de um encontro. Com habilidade, Fernanda
desabrocha no corpo de suas composições, conferindo
diferentes tons às letras que compõem sua poesia,
abraçando o leitor entre sussurros amorosos e a
saudade acariciada pelo toque onde deita seus
olhares.
É impossível não se tornar cúmplice da essência que
flui desta poetisa, e da mesma forma não se deixar
inebriar pelos segredos que se confessam ao nosso
olhar, quando Fernanda se veste de prosopopéias para
falar da paixão que inunda a lua de sua alma. E
basta que o leitor se permita a um breve
envolvimento para que se torne amante e dependente
da inspiração que jorra das mãos apaixonadas de
Fernanda.
Ouve... Teus olhos já não sentiram a melodia que
vibra desta partitura? Deixa-te, então, conduzir
pelos versos que aqui apresentar-se-ão e entrega-te
confiante aos passos que esta valsa irá te levar.
Não há como descrever a emoção que te proporcionará
este encontro com Fernanda Guimarães.
Amanda Preissler
|